sábado, 16 de maio de 2026

Tempo, tempo, tempo

Sempre a mesma lenga, uma dor que não  se pode conter e a escritura  escorre. Cessado o tempo dela, cada vez mais curto  quando  é a que me refiro, fecho o caderno e sou absorvida pela  vida de tal maneira  que a escritura  fica em plano suspenso, ibernando como um urso  bravo que a qualquer momento  pode acordar.
No entanto, eu sinto que preciso  acordá-lo antes da próxima  tarefa de tentar transpor a dor para no papel, pois que não  me tem  atividade mais prazerosa que essa de escrever. 
Não  sou das invenções,  mas das investigações,    da pesquisa e de sintetizar aquilo que vi, ouvi,  e elaborei .  Vejo isso  quando agora me debrucei sobre um trabalho de uma amiga . E como é bom e interessante  mergulhar  nesse universo para buscar  uma leitura sobre o que lhe foi oferecido. 
Pena estar  com tantos afazeres que não  de tempo de mergulhar para ali transpor  do papel a realidade e vice e versa .
O tempo necessário para trabalhar  em estudar.   O trabalho  é braçal, não  que canse, mas cansa a voz,  e já  não  me seduz em apenas  repetir o básico   tantas vezes seguidas.  Na faculdade  pelo menos é apenas uma vez por semestre.  Na escola se repete pelos tantos de turma que se tem.  5 vezes por assunto  no mínimo. Ufa!!!  Tem que ter paciência.  E na loucura se quer fazer igual em cada  um.
Esgota, a repetição,  a mesmice e parece que damos a quem não  quer ouvir.
Talvez eu precise  falar  o que me incomoda.   O tesão se perdeu.  Pois que não tem troca,  nem pergunta, todos ali estam por obrigação.   Público  difícil.  
Por outro lado o que fazer, pois que se tem que sobreviver. 
Concursos  não   vem,  ou melhor  eu não  vou, já desanimei  de novo. E bato na porta e paro.  A uma mágica  que me fizesse transportar para a já sonhada posse.  Tudo em busca de um salário básico melhor para a vida levar.




segunda-feira, 19 de janeiro de 2026

Destitulado

Sensação  estranha e não  é do tipo comum.  Diz respeito  a certo desânimo  cansaço  talvez. Volto logo ao trabalho  e não  fiquei livre nem um dia sequer.
Nunca pensei  que tornaria a esse posto de hoje, diferente  mas também  igual quando  eu tinha 26 anos. Trinta anos se passou e me encontro de novo estudando  , não  para dar aulas mas para fazer concurso.  E de novo me pergunto se será isso,  se será cesse o caminho.   Foi  30 anos  atrás,  que abandonei o Direito  e fui em outras veredas em busca  de nem sei o que, nunca soube, e continuo  sem saber.  O que hj quero é  um trabalho  fixo que possa simplesmente  organizar  a vida de novo.mas bem organizada. Que possa usar se medo o que acumulei ao longo foa 30 anos. Mas sem medo de  se usar tudo passar necessidade mais tarde.
Dizer que amo ficar de novo estudando  para concurso,  não  amo. Preferia  ficar lendo,  vendo filme, escrevendo sobre arte. Mas e o amanhã?  A vida é cara, não  tenho com quem dividir  as despesas , logo  tudo depende  só de mim. Meu pé de meia sou eu quem faz. E acho que será.  Até  qdo passar, será  que terei toda essa força?  E disposição? 
Não  reclamo da vida, foi boa comigo.  Conquistei sozinha o que  mtos não  conseguiram. Logo me  valorizo por isso. Soube fazer  , só não  esperava que vom a mudança  das leis  fosse ficar ruim para mim como para meus amigos  que como eu não  tem uma fonte certa, fixa.
O mundo  capota, velozmente, piscamos e a juventude  já  passou e a velhice  chega sorrateiramente avisando é bem verdade pelas dores, limitações e por aí vai.. 

Amanhã escrevo  nais.


sexta-feira, 16 de janeiro de 2026

Sentimentos sempre esquisitos.

 






Tão sui generis as reações que  eu mesmo acho que poderiam ser mais equilibradas. Um convite que parte de  um ato  bobo meu, só poderia ser. Só eu mesmo sou capaz de  me deixar levar por nada, por ilusões  sabe-se  lá do que.  E  com base nisso  abro a guarda, arrisco para depois  ficar esquisita.

Tudo  bem, que quem não arrisca não petisca. Mas  a pergunta que me faço não sei responder, para que? para receber um Não solene e   vir escrever sobre isso. Para me sentir uma idiota correndo atrás de alguém que  já mostrou  que não me quer.  E  mesmo sabendo disso insisto Não tenho juízo e  por isso me autocensuro.  Sem dúvida que o sujeito percebeu, pois não é  bobo, que  fiquei puta da  vida e  respondi,  Me  desculpe o convite, só que ser gentil.  Como se  eu  quisesse de  fato cumprir uma formalidade para os  olhos   de quem não quer comigo sair. Que talvez não me enxergue.

Por  outro lado também  penso. Para que faço isso? qual a razão da minha  exposição. Sim porque de fato ela  existe. Mas  porra e da?  Como já disse acima quem não arrisca, não  petisca. E o fato do sujeito se colocar livre na vitrine, pode não e  pode sim significar alguma coisa.

Pois estão, com meus botões devaneio, o que será que ele achou. Ficou convencido é claro, mas do que já é . Só que o tempo passa rápido e daqui a pouco, muito velhos isso nada  mais significará.

Não tenho qualquer desejo por homem velho. Dessa  forma cada vez se tornará  mais difícil me interessar por alguém, porque estou velha, sem o pejorativo que isso pode conter. Sim,  velha para  ficar de  românticas ilusões porque, se não gosto de velho gosto de  novo  e  esse  nem olham para mim. Logo minha solitude, porque não tenho solidão me basta.

Egoísta, talvez, mas  por que não ser  nesse sentido? Humor varia, sensações  variam, vão e vem. No entanto percebo que vão mais rápido agora. E daqui a pouco serão indiferentes forever. Aí  não vai ter mais jeito,  Perdeu Mané, perdeu..         

sexta-feira, 12 de dezembro de 2025

Cansaço

O que nos cansa? Tudo nesse  momento.  A falta de perspectiva  de um trabalho  que seja realmente  reconhecido.  A vontade de sumir  indo para  um lugar bem distante livre da patifaria  de um congresso sórdido. 
Como me deixo afetar  tanto por isso? É justo pq tenho consciência  da sordidez,dos interesses  que em nada tem a ver com o povo.
E este , este povo que luta para sobreviver  é tão  distante  disso tudo e ainda espera que resolvam por ele.  A  constante falta de responsabilidade  pelos próprios  atos.  Querem um salvador, sempre. E são  iludidos com o bestace mentiroso discurso  da direita. Dos que só querem seu próprio  benefício. 
Aí  que dor entender isso.   Olhar isso  acontecer e NaDa poder fazer.  Por isso  preciso sumir. Não  ouvir, não  ver, não  agonizar.  Mas é impossível  agir assim.
Estou numa sinuca.

sábado, 9 de agosto de 2025

uma foto velha e uma dor

Relato o que provoca,  o que já era explícito mas que ao mudar apenas o lugar tira a acomodação.
O que esperava que fosse ter quando uma simples foto de perfil desapareceu dando imagem de outra. NÃO sei que tipo de esperança  move esse coração, que não parou de bater a ponto das palavras saltarem de onde não mais brotavam. Será?  Desconfio de mim,   e de cada termo usado para falar desse assunto.
 Um dia acordou disposto a se mostrar, a mostrar que o que vive ainda tá vivo. Tirou do perfil a foto, mas publicou no insta, no face e em todas as redes possíveis. Ou seja, acordou  com a máxima, quero me mostrar para quem queira ver.
Para quem foi a publicação?  Para ela,  porque estava com saudades. Porque tinha tirado do perfil pessoal aquela foto que a inseria no corpo diplomático familiar , quis mostrar que não seria uma foto que a apagaria de si.
Mas que se foda. A questão é, pq incomoda? pq doi e causa sensação entranha? 
Dizer não sei, só sinto,  mas  não gosto que me incomode ainda depois de tanto tempo.
Talvez nunca me livre, pq sei que enquanto eu ficar lembrando eu não esqueço. Ou talvez saiba disso e da dependência dele por alguém eu sei. Chega que se danem todos. Cansei.


sexta-feira, 27 de junho de 2025

A luta continua

Não sei  como dizer dessa luta sem me angústia e desolação. Tanto tempo já foi, tanta  vida pela frente, creio, e ainda essa cicatriz a me perturbar a visão.  Eu não sei  mais como fazer, o que proceder para que toda essa sensação se dissipa de mim.
As outras vezes foram muito mais fácil. Que diabos  é isso que não me larga.  O meu apego deve ser a uma fantasia sem sentido, descabida inventada só por mim. Mas o fato é que do nada a imagem do sujeito extemporânea surge na minha mente e me perturba.  Não sei nada dele, não o vejo faz quase ou talvez já tenha um ano  exceto de longe e ainda me atormentA o juízo.
Verdade  que  sinto falta do contato desde sempre, da conversa de nada,  mas sei que  é impossível retomar. Não por mim mas por ele mesmo que me cortou . Talvez  o grande problema seja ele mesmo que não sabe lidar comigo, que ache que eu o ameaço de algu.a forma,   é minha única justificativa.
Pois se alguém que diz  te amar mesmo como amigo,  não consegue ou teme estar ou falar com vc, é pq em algum ponto vc o tira do eixo, faz ele titubear.  Por isso ele prefere manter a distância . Mas vez por outra  manda uma reportagem , curte algo ou eu curto algo que o vi curtir.  Mas sei que isso não pode ser levado em conta, pq temos grande a finidade no gosto.
Qdo todo pensamento me vem, sem que eu queira a mente me trai trazendo combinações de adolescente de 20 anos, por que isso me pergunto?  Eu desvio a atenção,  não queria esse tipo de pensamento no meu cotidiano. Mas  do nada ele aparece. E lembro, sinto saudade e até vislumbro o futuro. Devo estar louca.  Mas queria entender porque.  Será que as energias das pessoas são equilibradas a esse ponto, vc pensar em alguém qdo o mesmo pensar em vc?
Não descarto, mas duvido   e se o alguém pensasse pq seria?
Eu mudei minha forma de pensar qdo passei a  cogitar que não sou só eu que valorizo o meu sentir. É ilusório acharmos que não afetados o outro, que ele para nós é blasé.
Depois de conversar  com alguém que por mim passou  qu entendi que  somos não só provocados, mas tb provocamos sensações. Mesmo que o outro não dê o braço a torcer.
 Ele não é indiferente  a mim.  E se isso massageia me ego. Deixe ele ser massageado.
 Eu também preciso disso. A areia demais que sou para ele  faz com que ele me despreze para se sentir  forte.  Mas no fundo não é isso.  É o contrário. Eu o assustei,  e não encaixo na dele pois que não cedo aos seus caprichos como o resto das ex que ele retoma na vida.   
Casar é o que ele queria,  todas as vezes, é o que o dá segurança. Acho que agora ele conseguiu.  Com todo stalker   não acho algo que desabone a figura do perfil , a família margarina que ele sempre quis ter. Contudo não dá para ter certeza. IMAGENS são traiçoeiras.
 Tudo que mas tenho medo é estar ainda alimentando esperança que não sei de que.
 Gostaria do pagamento dessa história. Pois que já cansei, embora morra de amor.
Pois é, uma grande paixão que nunca cicatriza, pois no mundo atual é mto difícil de se perder  alguém do contato, da vista.
Oxalá  Deus me conceda essa graça. E para isso ocorrer temo que só aparecendo outro amor. Como todos afirmam e  sou obrigada a aceitar que estão certos.

segunda-feira, 19 de maio de 2025

Mil imagens e nenhum pensamento


https://www.oficinareserva.com/the-post/tempo-recurso-mais-valioso-que-voce-tem/p


 Muda aqui, muda ali, muda fora e não muda dentro. Nossa  vida é mudança o  tempo todo. Não sei se quem muito muda na  foto, muda por dentro, ou se por dentro tudo permanece cristalizado em  convicções que  se tornaram  cláusulas pétrias da existência.

 Cristais do  tempo é tudo em que nossos sentimentos viram com o tempo. Me faz  pensar que uma história que contamos para nós mesmos tantas  vezes acabam virando nosso pensamento de verdade se não os questionamos.

Vi hoje uma  foto de uma mudança cotidiana, semanal, mensal. Sem esquecer que  vivemos na sociedade da  imagem e que  todas que postamos devem gerar engajamentos , pergunto-me por que  alguém tanto muda de  cara. O que quer dizer mudar todo dia a foto do endereço  para comunicações  breves dos dias de hoje. Talvez não ser reconhecido, ou talvez ser interpelado pela mudança. Se queria  provocar alguém já o fez, já rendeu a crônica do  dia, pois que  cronos está sempre atento às  transformações.

Cronos esse  que  não para,  que entra porta adentro de nossa casa a dizer, "tô passando, tô passando e você tá aí  parada  esperando o que?"  Eu respondo que  não sei.  Que não tenho, e  de  fato não  tenho, mais  força para as  coisas do coração.   Não me  importo de estar só. Só tenho  medo de assim estar por esperar e não por  plena convicção, por  sentir.

O dia  passa, o tempo passa, lá se  vai a  eternidade, a velhice chega e lá se vai a eternidade. Confundo-me  com o que sinto  que não sei quando vejo a imagem. Acho que me  doi ainda, mas será que as imagens dizem algo ou são só imagens mostrando para quem está na imagem, que tudo é apenas imagem eternamente..