quarta-feira, 27 de maio de 2026

E a vida...

 "O que é? diga lá  meu irmão", não fosse  Gonzaguinha eu  diria que sei lá, a  batida do  coração como o autor diz e que  demanda pensamento e  pausa. reflexão e ação. 

Mas e o anjo da  história onde foi que se meteu?

Eu  falei que  precisava voltar a  escrever, que isso   precisa  de novo ser um hábito diário, pois se  quero ser escritora só posso  sê-lo através da escrita, mas se não o faço, paraliso e  quando vem  a catástrofe, o gatilho  é  que  eu  me coloco para  a escrita como meio de sobreviver a hecatombe emocional.

Gosto de  palavras fortes,  dramáticas, mais na  escrita que na fala, pois que somente me entendo de  verdade quando escrevo para mim.

Eu disse no sábado que procuraria uma psicóloga, estava decidida, por algumas  horas, mas não o fiz, parei na estrada da procura e fiquei parada.

Acho que  continuo relutando em  seguir adiante e  finalmente aceitar que o tipo de  vida que eu queria com o traste( ele), não terei pois que é para ele  inconcebível,  simples  assim. Então,  preciso tratar comigo mesma que não mais embustirei os sentimentos que  carrego. Afirmo eu queria ele do jeito que eu queria. Não do jeito que ele queria, casado, dependente etc. Nunca chegamos  a  falar sobre isso. Mas talvez, agora é tarde para isso. meu tempo acho que se findou. já  tinha visto que um ciclo encerrava agora,  e quem sou eu  para impedir que os ciclos se findem. Quero mais é que findem mesmo, porque  já  vai muito  tarde. 

Preciso  tomar novas providências a esse respeito. Fazer qualquer coisa  que seja menos adolescente e  deixar a  Penélope que habita em mim partir de  uma vez por todas. Não  tem Ulisses  suficiente para a essa  minha Jornada. Esse  então vale nada de nada. É como todos  um bom fdp, insensível e descompromissado com o sentimento alheio. Por fim um puta egoísta. 










    

sexta-feira, 22 de maio de 2026

Se eu queria um pretexto para escrever

Se eu queria um pretexto para escrever do nada eu consegui.  Sempre aquele  pretexto  do tipo que  me derruba,  a dor de corpo do caralho. 
E me lascina a alma em pensar que a culpada dessa merda toda sou  eu mesmo.Como  eu não  desencanei, desapeguei,  não  mandei as favas essa porra toda .  Já faz 9 anos de punhetação  mental vendo  o desgraçado  com gente  nova e casamento a cada 2 anos, já foram  umas três paixões  do cara desgraçado,  com direito a retorno da atual  e a idiota  que se chama eu, ainda sentindo uma porra de angústia , de sensação  ruim, de sei lá  que tipo de sentimento. 
Ele vive sempre a ilusão  de que encontrou  por fim a alma gêmea e  passado um tempo de todos vêm  a mesma história.   Mas ele que  se foda ,o problema  sou eu mesmo  que não  aprendo,  não  despacho esse encosto  e fico esperando   não  sei o que.   Uma coisa meio  bolero, La barca, romântica  , nojenta,  absurdamente  irreal.
E com tudo  isso  paralisei  meus afetos, me fechei para o mundo. Infeliz dia que reencontrei  esse sujeito  de meu passado. De sonhos de adolescente.
Por isso tenho raiva,  por isso  me dói a falta de despacho e a espera de nada.   Sim,  porque  nada pode sair daquela imaturidade  emocional,  ele quer mãe. E duvido  que tenha crescido.
No fundo, eu não  sei porque  sinto o que sinto. Não  tem lógica,  não  tem sentido , não  tem qualquer  possibilidade de racionalidade , mas a porra tá  ali me dilacerando e fazendo sofrer.
Fiquei  com muita vergonha  do que falei  a amiga, do que foi planejado  e foi rompido, mas não  posso me violentar ainda mais. Seria por demais cruel comigo mesmo  e não  nasci para ser masoquista. Embora ele deva ter nascido  para ser sádico.
E falei. Se nunca se tocou pelo menos desta vez ficou sabendo.  Mas ele sabe, não  é assim tão  sem noção. 







sábado, 16 de maio de 2026

Tempo, tempo, tempo

Sempre a mesma lenga, uma dor que não  se pode conter e a escritura  escorre. Cessado o tempo dela, cada vez mais curto  quando  é a que me refiro, fecho o caderno e sou absorvida pela  vida de tal maneira  que a escritura  fica em plano suspenso, ibernando como um urso  bravo que a qualquer momento  pode acordar.
No entanto, eu sinto que preciso  acordá-lo antes da próxima  tarefa de tentar transpor a dor para no papel, pois que não  me tem  atividade mais prazerosa que essa de escrever. 
Não  sou das invenções,  mas das investigações,    da pesquisa e de sintetizar aquilo que vi, ouvi,  e elaborei .  Vejo isso  quando agora me debrucei sobre um trabalho de uma amiga . E como é bom e interessante  mergulhar  nesse universo para buscar  uma leitura sobre o que lhe foi oferecido. 
Pena estar  com tantos afazeres que não  de tempo de mergulhar para ali transpor  do papel a realidade e vice e versa .
O tempo necessário para trabalhar  em estudar.   O trabalho  é braçal, não  que canse, mas cansa a voz,  e já  não  me seduz em apenas  repetir o básico   tantas vezes seguidas.  Na faculdade  pelo menos é apenas uma vez por semestre.  Na escola se repete pelos tantos de turma que se tem.  5 vezes por assunto  no mínimo. Ufa!!!  Tem que ter paciência.  E na loucura se quer fazer igual em cada  um.
Esgota, a repetição,  a mesmice e parece que damos a quem não  quer ouvir.
Talvez eu precise  falar  o que me incomoda.   O tesão se perdeu.  Pois que não tem troca,  nem pergunta, todos ali estam por obrigação.   Público  difícil.  
Por outro lado o que fazer, pois que se tem que sobreviver. 
Concursos  não   vem,  ou melhor  eu não  vou, já desanimei  de novo. E bato na porta e paro.  A uma mágica  que me fizesse transportar para a já sonhada posse.  Tudo em busca de um salário básico melhor para a vida levar.




segunda-feira, 19 de janeiro de 2026

Destitulado

Sensação  estranha e não  é do tipo comum.  Diz respeito  a certo desânimo  cansaço  talvez. Volto logo ao trabalho  e não  fiquei livre nem um dia sequer.
Nunca pensei  que tornaria a esse posto de hoje, diferente  mas também  igual quando  eu tinha 26 anos. Trinta anos se passou e me encontro de novo estudando  , não  para dar aulas mas para fazer concurso.  E de novo me pergunto se será isso,  se será cesse o caminho.   Foi  30 anos  atrás,  que abandonei o Direito  e fui em outras veredas em busca  de nem sei o que, nunca soube, e continuo  sem saber.  O que hj quero é  um trabalho  fixo que possa simplesmente  organizar  a vida de novo.mas bem organizada. Que possa usar se medo o que acumulei ao longo foa 30 anos. Mas sem medo de  se usar tudo passar necessidade mais tarde.
Dizer que amo ficar de novo estudando  para concurso,  não  amo. Preferia  ficar lendo,  vendo filme, escrevendo sobre arte. Mas e o amanhã?  A vida é cara, não  tenho com quem dividir  as despesas , logo  tudo depende  só de mim. Meu pé de meia sou eu quem faz. E acho que será.  Até  qdo passar, será  que terei toda essa força?  E disposição? 
Não  reclamo da vida, foi boa comigo.  Conquistei sozinha o que  mtos não  conseguiram. Logo me  valorizo por isso. Soube fazer  , só não  esperava que vom a mudança  das leis  fosse ficar ruim para mim como para meus amigos  que como eu não  tem uma fonte certa, fixa.
O mundo  capota, velozmente, piscamos e a juventude  já  passou e a velhice  chega sorrateiramente avisando é bem verdade pelas dores, limitações e por aí vai.. 

Amanhã escrevo  nais.


sexta-feira, 16 de janeiro de 2026

Sentimentos sempre esquisitos.

 






Tão sui generis as reações que  eu mesmo acho que poderiam ser mais equilibradas. Um convite que parte de  um ato  bobo meu, só poderia ser. Só eu mesmo sou capaz de  me deixar levar por nada, por ilusões  sabe-se  lá do que.  E  com base nisso  abro a guarda, arrisco para depois  ficar esquisita.

Tudo  bem, que quem não arrisca não petisca. Mas  a pergunta que me faço não sei responder, para que? para receber um Não solene e   vir escrever sobre isso. Para me sentir uma idiota correndo atrás de alguém que  já mostrou  que não me quer.  E  mesmo sabendo disso insisto Não tenho juízo e  por isso me autocensuro.  Sem dúvida que o sujeito percebeu, pois não é  bobo, que  fiquei puta da  vida e  respondi,  Me  desculpe o convite, só que ser gentil.  Como se  eu  quisesse de  fato cumprir uma formalidade para os  olhos   de quem não quer comigo sair. Que talvez não me enxergue.

Por  outro lado também  penso. Para que faço isso? qual a razão da minha  exposição. Sim porque de fato ela  existe. Mas  porra e da?  Como já disse acima quem não arrisca, não  petisca. E o fato do sujeito se colocar livre na vitrine, pode não e  pode sim significar alguma coisa.

Pois estão, com meus botões devaneio, o que será que ele achou. Ficou convencido é claro, mas do que já é . Só que o tempo passa rápido e daqui a pouco, muito velhos isso nada  mais significará.

Não tenho qualquer desejo por homem velho. Dessa  forma cada vez se tornará  mais difícil me interessar por alguém, porque estou velha, sem o pejorativo que isso pode conter. Sim,  velha para  ficar de  românticas ilusões porque, se não gosto de velho gosto de  novo  e  esse  nem olham para mim. Logo minha solitude, porque não tenho solidão me basta.

Egoísta, talvez, mas  por que não ser  nesse sentido? Humor varia, sensações  variam, vão e vem. No entanto percebo que vão mais rápido agora. E daqui a pouco serão indiferentes forever. Aí  não vai ter mais jeito,  Perdeu Mané, perdeu..         

sexta-feira, 12 de dezembro de 2025

Cansaço

O que nos cansa? Tudo nesse  momento.  A falta de perspectiva  de um trabalho  que seja realmente  reconhecido.  A vontade de sumir  indo para  um lugar bem distante livre da patifaria  de um congresso sórdido. 
Como me deixo afetar  tanto por isso? É justo pq tenho consciência  da sordidez,dos interesses  que em nada tem a ver com o povo.
E este , este povo que luta para sobreviver  é tão  distante  disso tudo e ainda espera que resolvam por ele.  A  constante falta de responsabilidade  pelos próprios  atos.  Querem um salvador, sempre. E são  iludidos com o bestace mentiroso discurso  da direita. Dos que só querem seu próprio  benefício. 
Aí  que dor entender isso.   Olhar isso  acontecer e NaDa poder fazer.  Por isso  preciso sumir. Não  ouvir, não  ver, não  agonizar.  Mas é impossível  agir assim.
Estou numa sinuca.

sábado, 9 de agosto de 2025

uma foto velha e uma dor

Relato o que provoca,  o que já era explícito mas que ao mudar apenas o lugar tira a acomodação.
O que esperava que fosse ter quando uma simples foto de perfil desapareceu dando imagem de outra. NÃO sei que tipo de esperança  move esse coração, que não parou de bater a ponto das palavras saltarem de onde não mais brotavam. Será?  Desconfio de mim,   e de cada termo usado para falar desse assunto.
 Um dia acordou disposto a se mostrar, a mostrar que o que vive ainda tá vivo. Tirou do perfil a foto, mas publicou no insta, no face e em todas as redes possíveis. Ou seja, acordou  com a máxima, quero me mostrar para quem queira ver.
Para quem foi a publicação?  Para ela,  porque estava com saudades. Porque tinha tirado do perfil pessoal aquela foto que a inseria no corpo diplomático familiar , quis mostrar que não seria uma foto que a apagaria de si.
Mas que se foda. A questão é, pq incomoda? pq doi e causa sensação entranha? 
Dizer não sei, só sinto,  mas  não gosto que me incomode ainda depois de tanto tempo.
Talvez nunca me livre, pq sei que enquanto eu ficar lembrando eu não esqueço. Ou talvez saiba disso e da dependência dele por alguém eu sei. Chega que se danem todos. Cansei.