quarta-feira, 17 de junho de 2026

Eros e Psiquê

De repente a partir de uma amiga me dei conta do quanto esta estatua é real naqueles que se deixam levar por Eros e como ele nos deixa vulneráveis. Não é a toa que a figura é uma mulher que ali se agarra ao Deus do amor e ao amor e fica numa posição tão frágil. Coloquei-me no lugar de psiquê esta que tem sua cabeça destruída pela relação com Eros. E pergunto-me quantas e quantas mulheres se deixaram envolver e se deram bem ou mal, tanto faz, mas que sofreram algo diferente . Eros é aquele que queremos encontrar toda a vida, mas que muitas vezes quando achamos que encontramos não nos sentimos como achávamos que seríamos. Sim, pois que a expectativa é sempre maior que a realidade, que o próprio amor pode proporcionar. Ele que de certa forma é o que toda humanidade busca, mas nunca encontra, pois que só queremos o que não temos, ou nunca tivemos, paz. Eros talvez represente isso, e muitos de nós somos viciados nessa dopamina que o Eros traz, especialmente o Eros do início. Eu não li a mitologia, que falha a minha. Farei isso agora para ter certeza que minha interpretação pode ser certa ou errada diante da escultura. É isso, estou com vontade de escrever sobre tudo que vejo e o que sinto diante do que vejo. Uma porra não poder colocar aqui a imagem,

O que vem depois de tudo?

A princípio poderia ser uma questão filosófica, entre o que seria tudo e o que seria nada. Cancei de tanto perguntar e de fato tanto faz ser tudo ou nada que dá no mesmo. Nossos pensamentos estam complicados. "Pera aí", meus pensamentos e sentimentos tão complexos e desajeitados não se encontram em mim. Não sei o que faço, se trabalho, se estudo, se leio, se durmo. Queria dormir o sono dos justos, que frase horrenda, existe alguém não justo? Eu devia ligar a TV e ver o jogo de Portugal com um país africano e pensar em todo mal que a Europa fez ao mundo, mas nem isso hoje me apetece. É meu dia livre, sem aulas, sem alunos que não vêm me satisfazendo, não que tivessem dever de satisfazer, mas pelo menos um pouco de prazer deveria ter na função, mas não mais se tem prazer e a profissão vai ficando largada, jogada ao léo, ao aleaório da vida. São tantas as questões que me sinto adolescente. Eu era assim, inconformada, sem saber o que fazer com o que tinha e o que poderia ser da vida. E hoje parece que nada mudou. Passou demasiadamente rápida a vida, ela passa assim sempre e quando se vê já foi. E vamos errando, errando, errantes em todos os lugares, esquentando, esfriando sem saber onde vamos dar. E damos no fim de tudo e no início do nada. Que tortura esses dias em que a filosofia nos alcança no meio da tarde sem explicação. Sem saco de nada, aff! o que fazer, o que não fazer. E nem cheguei no campo do amor, esse então se aposentou, não tem forma de ser então já esta feito. Caralho, achei que tudo ia ser diferente e tudo já foi... fazer o que ir vivendo, pois que é isso mesmo a vida. se faz vivendo sem que nem por que e ponto final.

quarta-feira, 10 de junho de 2026

Vida temperada ou destemperada

O que seria uma vida com ou sem tempero,quando dizem que tempero é que valoriza o conteúdo, o sabor e qualquer coisa do que se vai fazer, comer, ter. No entanto, a vida é esquisita. Vivemos em busca quase sempre de algo que não sabemos o que é e ela nos atropela com as questões da sobrevivência. Trabalho, dinheiro, amor, ilusão, desilusão e tudo que buscamos para simplemente sobreviver, ou viver. Vamos no curto espaço do tempo que temos, que voa como um supersônico, isto é, mais rápido que o som, nos equilibrando no que temos que fazer, crecer, procriar, trabalhar, fazer algo que gostamos e também que não gostamos, interagirmos. E penso que o grande sentido da vida talvez seja somente esse, interagir. Aprender para interagir, pois nada que temos, que aprendemos ou queremos é só para nós. Pois se assim o fosse não se justificaria pois que para nós,muito pouco é do que precisamos para viver. Não sei porque me veio agora esse tipo se pensamento. Mas o que nos colocamos na caminhada é tudo muito esquisito. Não tive filhos, e como diz o outro, não deixei os genes da minha miséria para a posteridade. Vivo porque viver é bom e ruim também, pois que as preocupações hoje talvez nos assolem mais que ontem. O planeta corre risco, eu corro risco, a humanidade também. Mas fomos nós que esgarçamos a corda do planeta até o momento em que estamos e o que podemos fazer agora? Não sei. Mas me preocupa. EL Ninho, La ninha, aquecimentos, muita água, pouca, calor, muito calor, se preparem, fiquem espertos, guardem coisas. Caralho!! clima de guerra, medo, desespero, e quem não pode, quem não tem. Talvez a terra esteja mesmo no seu ciclo, e este no final. Vou parar pois isto já está parecendo a Melancolia do Lars von Trier.

domingo, 31 de maio de 2026

Dor, angústia, tudo junto separado

 O que é  não sei, talvez a preocupação com tudo que  cerca, a família, a vida profissional, o fim de ano com sua característica  peculiar. Sem compras devo dizer, até por que isso não faz parte do universo do desempregado.  

Meu corpo hoje amanheceu dolorido, o mal estar persiste não sei por que?  Insonia pela  madrugada e dores esquisitas.  Ano passado na mesma  época eu me arrumava para  o janeiro na  Itália, minha preocupação  era a entrada. Fiquei tão  tensa que quando cheguei fiquei doente. Mas passou a viagem foi  ótima. Nem escrever tô  com saco.

Descobertas

 Há  um certo mistérios nas coisas que fazemos quando estamos  envolvidos em pensamentos tumultuados.

Eu, por mim tiro essa  conclusão pois  descubro de  repente na zona de arquivos que é meu computador um livro pronto.  Que  logo toma sua forma virtual, em e-book , pelas  mãos  de meu editor e  ganha o mundo da rede pelo menos. São 42 paginas com crônicas que durante a Pandemia de  Covid 19, nasceram. Outros escritos de  tempos  diversos que   habitam meu PC.

Descubro  assim em meus escritos uma  narradora  que não tem dobras na língua, que fala mesmo  sem piedade de tudo que  envolve sua vida emocional e  afetiva e que agora  resolveu fazer seu texto circular. Pelo  blog o texto já não anda, por isso pensei o audio-book, que pode ser uma nova forma de  comunicação. 

    

A escritura e os traumas

 

Li um  post na  semana que falava sobre a benefício da escrita na  superação de  traumas, emocionais.   A dica  é bem interessante e sempre achei que  pode ser bastante  eficaz.

Dizia o post que  não é escrever para publicar  é para desabafar, sem ter censura consigo mesmo e para  expurgar elaborando aquilo que  te incomoda de  montão.  

Gostei  e continuo a  exercitar.

 

quarta-feira, 27 de maio de 2026

E a vida...

 "O que é? diga lá  meu irmão", não fosse  Gonzaguinha eu  diria que sei lá, a  batida do  coração como o autor diz e que  demanda pensamento e  pausa. reflexão e ação. 

Mas e o anjo da  história onde foi que se meteu?

Eu  falei que  precisava voltar a  escrever, que isso   precisa  de novo ser um hábito diário, pois se  quero ser escritora só posso  sê-lo através da escrita, mas se não o faço, paraliso e  quando vem  a catástrofe, o gatilho  é  que  eu  me coloco para  a escrita como meio de sobreviver a hecatombe emocional.

Gosto de  palavras fortes,  dramáticas, mais na  escrita que na fala, pois que somente me entendo de  verdade quando escrevo para mim.

Eu disse no sábado que procuraria uma psicóloga, estava decidida, por algumas  horas, mas não o fiz, parei na estrada da procura e fiquei parada.

Acho que  continuo relutando em  seguir adiante e  finalmente aceitar que o tipo de  vida que eu queria com o traste( ele), não terei pois que é para ele  inconcebível,  simples  assim. Então,  preciso tratar comigo mesma que não mais embustirei os sentimentos que  carrego. Afirmo eu queria ele do jeito que eu queria. Não do jeito que ele queria, casado, dependente etc. Nunca chegamos  a  falar sobre isso. Mas talvez, agora é tarde para isso. meu tempo acho que se findou. já  tinha visto que um ciclo encerrava agora,  e quem sou eu  para impedir que os ciclos se findem. Quero mais é que findem mesmo, porque  já  vai muito  tarde. 

Preciso  tomar novas providências a esse respeito. Fazer qualquer coisa  que seja menos adolescente e  deixar a  Penélope que habita em mim partir de  uma vez por todas. Não  tem Ulisses  suficiente para a essa  minha Jornada. Esse  então vale nada de nada. É como todos  um bom fdp, insensível e descompromissado com o sentimento alheio. Por fim um puta egoísta.