sexta-feira, 21 de julho de 2023

Mulheres avante!!

Escuto uma amiga dizer de sua saga ao criar 2 filhos sozinha. Paro penso, que lida. Sua VIDA simplesmente para, para que a outra vida  chegue a um ponto que consiga ir sozinha.  Que homem faz isso? Não conheço nenhum.
Outra que descobre um processo de degeneração na vista, sozinha se mantém, ajuda aos pais, fez a vida na luta, na batalha. Sem filho ou marido.
Outra ainda, saída de uma relação abusiva de 20 anos, refazendo a vida com um bom emprego, mas por vezes perdida nas contas, sobrecarregada com 2 filhos complexos para defender.
Outra amiga ainda, difícil de lidar, nada gosta, nada quer, não consegue decidir o que vai comprar para morar.  Muito pior se estivesse na rua.
Um amigo workholic, com bournaut, ou outras coisas. 

Outra, outra, outra.  A vida dos outros,  é uma fonte inesgotável de coisas.   A minha também, mas talvez pensar mais na dos outros  faça mais sentido que se  punhetar  com acontecimentos irrelevantes de minha própria história.
Fase complexa.

A guerra entre o dragão da emoção e a medida da razão

O título nem diz tudo,deveria ainda falar sobre o tormento da ilusão. Essa mais  complicada porque ela é quem te engana. Você sabe que é uma imagem falsa, mas mesmo assim te causa sentimentos.
O cinema trabalha com a ilusão todo tempo, a imagem aparece , te cria expectativas,   sensações que finalizam 1h40m depois, qdo acaba o filme. 
Na vida tb é assim. Mas por que?  Talvez sejamos mto carentes de  certas emoções. Sei que fico o tempo todo tentando racionalizar as emoções para me justificar e dar algum tipo de  resposta que esperam de mim.  Essa criança que não se cansa de querer aprovação de todos,parece que ainda não cresceu, mesmo nessa idade.
Se ilude, se deixa levar,  fica quieta, para não ter que aceitar que a todo tempo se desilude.
O problema  é de ambos os lados. Só o coração prega as peças. Confunde, deixa rastos,  dóiiii.  
Certas  coisas são como substâncias químicas,  não podem ser privadas pois  elas são gatilho. Não é que são boas, maravilhosas,  nem são, mas promovem estragos  que  para apagar são lentos.

O que vc quer?  Vc sabe?  Vc tem que saber?  Ou vc queria saber e por não  conseguir fica bolada. 
O que vc quer responder para si mesmo sem passar pelo filtro  de olhares externos? 
 O que o olhar desse outro  tb te diz?  Nada!!  Inconsequente como sempre foi, brinca  com fogo , e queima o outro. Sai ileso? Sai ileso? Sai ileso?????
Quem vai perguntar.  Certamente diz que foram as substâncias que fizeram isso.
Tudo simples,racional, melhor esquecer. Já tem 7 dias... reza a missa!!!





terça-feira, 18 de julho de 2023

Vale do amor,o que vale no amor?

Ah ! o amor, será que sabemos mesmo o que é isso?  Ou tudo é tão confuso que passamos a vida  sem saber.
Um vale, numa experiência ecumênica, onde o amor  universal é o maior e a mais importante forma de amor. É amar a todos,a tudo e sobretudo a vida e o que ela tem a oferecer. Esse sim o verdadeiro amor. Tirando esse, o resto  é posse,  é  apego a algo ou alguém,é querer para si mesmo  algo que de fato talvez seja inatingível. E o pior é que nós  nos prendemos a isso durante todo caminho e vamos saltando de pedra em pedra para chegar ao fim,  às vezes sem saber onde íamos ou queríamos ir.
Não sei onde vou, vou. Caminhante não há caminho ele se faz quando estamos caminhando. A vida vai levando pela vereda que ela escolhe. Do amor ou da dor. Mas a dor precisa ser entendida para deixar de ser dor. A dor do ego não é dor de amor. A dor do desentendimento, da dúvida,  da não compreensão ,  da desilusão,  que é quando se cria expectativas. 
Seguir no caminho... deixar as paisagens passarem,  observa-las, senti-las, deixa-las ir.  Assim é a vida, veio, foi , veio, foi, tempo , tempo, tempo , sempre rindo de mim.


segunda-feira, 17 de julho de 2023

Só sei que foi assim





 E foi  mesmo!  Não  mexi,  não seduzi, não falei, não tinha  intenção de  fazê-lo. Era  a primeira  vez que   depois de anos  ficamos a  sós conversando. Não, talvez  pudesse  ser dialogo, não  foi, ou muito pouco foi.  Ele monologando com sua  própria consciência, fala, fala e fala. Bebemos, fumamos e  bebemos e  fumamos, não muito 2 garrafas de cerveja, meio copo de vinho, uma  pizza. Não sei se achava que eu não ia a sua caverna.  Eu chamei para minha antes, na certeza de que na ultima hora não iria e nem sairia.  Mas me chamou, sem fazer nada eu fui.

Muitas falas, música velha,  pediu sugestão, falei um grupo,  ele colocou a música que  pensei do  grupo. Casa  bagunçada, mas na sua  caverna o primata se  sente  seguro. Pode comandar, pode ser o que sempre  foi.

Estranho, no meio do nada, atravessou na minha frente parou, de propósito colocou seus  olhos em frente ao meu, eu não recuei, mantive o olhar, disse algo como cobrança, não escutei, pois ele falava para si mesmo. Depois saiu, voltou, parou na frente, não olhei para cima. Ele em pé eu sentada, ele na minha frente. Encostei meu rosto na sua  barriga levantei com dente sua camisa  e.eu tinha um chapéu na cabeça. 

Dava  tudo para  saber o que pensou. Certamente   diz para  si mesmo que estava chapado.  As pessoas  são estranhas...

 

sexta-feira, 14 de julho de 2023

A "long time ago"

De fato faz tempo. Dizia ontem para  um amigo, que minha necessidade de escrita pessoal surge quando estou atormentada.
Como  vivo um momento tranquilo, sem tormentas do meu redor, na calmaria antes do descobrimento,  nada me surta para  escrever.  Escrevo textos acadêmicos que, por si só, me excitam  na descoberta, ou melhor, na reelaboração  das palavras para dizer o que já foi dito. Afinal  é isso ou não é.  O texto acadêmico é assim, lemos a vera, paramos, pensamos e reescrevemos.   Quando digo  que depois de Homero ninguém  escreveu mais nada,  é mesmo por aí.  Somos todos medíocres,  exceto uma ou outra pesquisa nova. Tudo é  mais do mesmo.
Eu de fato não sei como  pode ser o povo avaliado. Meu amigo diz que os avaliadores  não leem, ou leem na transversal. Será????
 Pode ser que sim. Todo mundo buscando ter o  máximo do senhor Lattes.
Gosto do exercício, não faço pelo nota  do senhor acima nomeado.  Ele pouco me interessa. Na idade que tenho,  na universidade pública não chego mais. E se lá tivesse chegado certamente poderia produzir mais. Mas eu não era do AA,  amigos dos amigos,  daí  a porta foi cerrada.
 Nem sei porque falei tudo isso.   A sim, a escrita,  o frio, e todo o resto.




terça-feira, 14 de setembro de 2021

Tudo estranho!

Com que displicência, se achando o bonzão o cara pede para ficar na sua casa. Te deve, não tem noção, te sacaneou e tem a maior cara de pau da parada. Sem dúvida é por achar que você é a boazinha do pedaço, a que perdoa tudo, esquece tudo e passa pano para ele fazer tudo que quiser. Trabalho, ajudo, gasto o meu para ele receber o dele e ele nem aí. Nem se lembra que te deve e muito. Mas vir passear e curtir na minha casa. Nem caso de necessidade é. Quanto vai gastar? Pergunto. Poderia pelo menos me pagar pela gentileza de ter feito o serviço e emprestado o dinheiro. Vem para o Rio, fica com a namorada e me pede abrigo. Só entendo que é mesmo muito sem noção, ou achar que a boazinha aceita tudo. Na vera, eu devia dizer logo não, de cara. Mas o que sinto, me pergunto? Tenho pena, tenho o que ? Fico incomodada. O cara te ignorou solenemente durante um tempão, você passando perrengue para consertar a merda que ele fez. Ele se casando, curtindo a vida a doidado, sem se tratar e você gastando e ele nem aí. Não sei, o que é isso. Raiva? o que? Algo que não sei explicar.

sexta-feira, 3 de setembro de 2021

Estranha vontade

Muito  tempo que não paro para escrever as sensações de existir. Não é pq não existam, deve ser por qualquer outra coisa que não sei dizer.
Sem trabalho, sem  homem para chamar de meu, como diz a música,  tudo parece  calmo.  Mas é uma alma boa,  meio displicente com tudo. Quero  tudo, mil.planos e coisas ao mesmo tempo que quero sombra e água fresca.
Sem turbilhões de emocões para tentar definir, sem corda  bamba da paixão e da dor, mas bem. A  maturidade é boa e ruim.  Boa,  pois  a visão fica um pouco menos traumática, tudo passa,  com convicção, não é só discurso.  Ruim porque em outros aspectos a velhice é uma merda.  E a pouco dobrei o meio do século.
Já  fui balsaca,   agora nem sei o que sou.  Mudou muito, talvez se o escritor estivesse vivo as mulheres  como eu é que ganhariam o tal adjetivo. Como ele já morreu  ficamos assim mesmo sem um adjetivo de ponta.  Ouvi dizer de um tal outro por aí.  Creio que um termo em inglês ( grunge, cringe,  milenial)  alguma porcaria  retirada sei lá de onde. Sem um fundamento ou uma  constituição  forte de um personagem.
É  desse jeito, você vai se acostumando,  ficamos sem saco para certas coisas, de certos tratos.  Não é algo específico. É tudo.  Tipo:  hoje tô sem tesão,  hoje não suporto ver TV,   amanhã não quero, hoje quero. Tudo estranho.
 Agora te digo,  ficamos mais observadores, talvez porque nos preocupamos menos com quem nos observa.   Ligamos  o foda-se,  vai se catar.  Não estou desse jeito ainda, mas certamente ficarei. Todas ficam, todxs ficam.
Esta bosta  de pandemia parece que acelerou alguns processos e a bosta do Bosta piorou muito a nossa qualidade  de vida. De maneira tão absurda que aqui no meu espaço sou obrigada a falar disso.  Mas já vou parar.  Mas eu juro que não entendo  certas pessoas ...
Fazer o que?  é o preço que pago por  tentar aceitar as pessoas cono de verdade são. Mas é muita gente sem noção, que não procuram entender apenas reverberam as mentiras.
Chega, se não vc vai cansar de mim.
 Uma coisa desse momento são os tais influenciadores.  Mas que isso?   Monte de gente que  pesquisa nada ecescuta aquilo e sai repetindo.   Em vez de pesquisar e tirar  conclusões, estudar , não.  E esse pessoal tá ganhando  dinheiro. Fazem cabeça de jovem e de  velhos.  
Antes que eu seja enquadrada_ eu gosto da palavra velho,  não vejo pejorativo nisso,  nem sou dada ao eufemismo.
O fato é que  eu queria ir para rua,  sem máscara, beber uma coisa, sem preocupação. Mas não sei qdo vai dar.

Agira


 
C