Mostrando postagens com marcador #escolhas. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador #escolhas. Mostrar todas as postagens

domingo, 22 de julho de 2018

Estranhos sentimentos da saudade


Resultado de imagem para saudade





















Não sei o que aconteceu, são estranhos esses sentimentos que agora me surgem por aqui.  Em Portugal, onde tudo poderia ser mais leve, sem tensão de âmbito preocupante com o resto das coisas, me vejo de repente imbuída de uma saudade de alguém que não quis mais ser parte da minha vida. Que porra de cabeça maluca essa minha, que me faz ir por esse caminho trilhado ao avesso.
Era para tudo já estar fora, eu estar vendo outras coisas, enxergar outras pessoas, mas me olho como se estivesse ainda . Como se  estivesse esperando e sei que não está. Mas por que eu estou?
Não bastou tudo que  já me disse. Por que esse apego? Essa falta de coragem de não olhar mais para trás e deixar ele ir.
Se está na mesma, como me pareceu, seus conflitos consigo mesmo me parecem ainda sem solução. E eu nesse campo não tenho como ajudar nem devo interferir. Quando me pediu eu ajudei , mas não sei se viu assim. Ou se achou que eu me entrometi.  Queria chegar junto de mim. Queria competir comigo e isso nunca foi o que eu quis.
Muito poderia ser fácil , mas as cabeças complexas deturpam tudo.
Fazer o que???
Viver a vida, olhar para lados, mas não me sinto a vontade.  Um aplicativo faria bem, sim .Mas  não sei como usar. Tenho receio. Uma boba. Isso é o que sou.
Usando  ou não da no mesmo. Um bem para auto estima talvez. Mais do mesmo, mais de nada, ou mais de quase nada, ou quase tudo, ou sobretudo. 
No universo das efabulações tudo é e não é, tudo pode e tudo não pode. Olhar pra que?, sentir pra que?, ir onde há espaço, parar quando te convém. Habeas corpus da paixão, do viver  sem pensar em quem você não quer.
Ah! esse canal cerebral, esse canal tactil que   nos oprime o desejo e não deixa ir.
Deveria ter um botão, deleta, reseta, põe no lixo, faz escoar pelo ralo  a podridão desse desejo impensado, infundado, desmedido, destemperado.  E depois? Depois é terra, labuta, salário, tédio, desilusão. Ai esse fuso  fora da hora, ilustra a mente mais não o coração. Diz que  dói, dói, dói.

domingo, 31 de dezembro de 2017

Velho ano, ano novo!

Na praia, a água gelada do fim da tarde propiciou um último mergulho de 2017, um mergulho que levou tudo que tinha para ser levado e congelou as reminiscências que sobraram.
O gelo e sal abusivo da água começaram a curar as cicatrizes, elas doem ainda,mas sei que vão curar.
É preciso o luto e é preciso ficar a deriva para conseguir ver o outro lado.
Talvez tivesse me afastado demais da paz,  talvez tenha feito escolhas erradas, contudo sobrevivi.
As feridas virarão cicatrizes que mostrarão o quanto fui forte, o quanto aprendi,me doei, amei e lutei o bom combate sem desisti, sem fugir e sendo acima de tudo leal e corajosa. 
Tenho consciência disso e em pouco tempo a paz reinará.
Fracos são os que fogem,desistem e não lutam.
Sei que ainda vou chorar,mas passará, tudo passará e eu passarinho.

quarta-feira, 20 de dezembro de 2017

A transformação

Em mais um capítulo de  romance, a personagem resolver reler  tudo que sentiu e resolve parar e escrever sobre sua história. 
Não seria a primeira vez,  no caso anterior ela também fez isso,  transmutou em literatura "barata", o que estava transcorrendo com ela e nesse processo conseguiu ultrapassar a barreira da dor e metabolizar os sentimentos.
Decidiu então fazer da mesma maneira.  
Na vida tinha escrito muitos diários e ali sabia que ficaria registrada a sua loucura e a loucura alheia.
A alheia dessa vez ela sabia o que era. E cada um tem a sua, sempre.  O problema é quando ela fere os outros deixando as cicatrizes mais profundas.
Ela decidiu no momento da escrita, naquele dia que a partir de então  tudo seria diferente.  Acordou de madrugada tonta e começou apagando todas as fotos que tinha no Facebook.  Depois apagou o Facebook do telefone.  Chorou, chorou até ficar com dó de si mesma e, embora sabendo que recaídas existem, vai lutar para apagar. Uma amiga que também foi abandonada pediu o nome da borracha que ela disse que ia usar.
Disse que será fé em si mesma,  e busca da paz de espírito surrupiada.
Ele, o que se foi, que se dizia calmo e em paz,  com uma carta perdeu o controle.  De 100 palavras ,só leu uma única,  a que menos importa no discurso. 
Ela sentiu pena naquele momento,  mas já tinha feito.
Chorou de novo ao chegar em casa, ficou com dó de si mesma.  Mas sabe que dessa vez será diferente.  Afinal não tem mais 20. Já passou por isso no mínimo 5 vezes, em graus profundos de dor. E com o último pela segunda vez. 
Algo tem que aprender.  Que dói, dói, dói.  Mas que passa,passa, passa.

segunda-feira, 4 de dezembro de 2017