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terça-feira, 30 de janeiro de 2018

Precisamos aprender a entender emoções.

Aqui é assim,  abre um sol de repente vem uma nuvem e passa apagando o sol e se vai, depois de novo o sol e de novo a nuvem cai pela serra e fica tudo branco.
Tiro foto e digo onde estou. Lidar com emoções é um pouco assim.  Vai e volta de sensações, não sabemos o que sentimos.  Eu não sei . Se é dor,medo,  gastura, nervoso.  Que é isso? Tento não dar bola. Faço tratamento de choque,exposição ao perigo, como um viciado em adrenalina.  Meio Senna e  Schumacher,  kkkk .
Só rindo de mim na minha comparação. Mas é isso.  Todavia eles sabiam medir o grau da loucura,  eu acho que não sei.
O estrago pode ser grande, mas pode também fortalecer. Muito doido.

segunda-feira, 27 de novembro de 2017

Papo qualquer coisa ...








Uma semana sem conversa, sem briga ou desaforos do tipo -está jogando na cara. E ao que se chegou? Muitas análises feitas , analisar é fragmentação para reconstrução, pelo menos de sentido.
Mas que análises nos intrigam?  Aquelas que vem de fora ou as de dentro.
Se converso com alguns sobre os fatos,  o que é natural da  minha parte,  pelo menos na tentativa de expurgar,  vejo que a visão das pessoas diante de fatos tão reais é  assustadora. Ninguém entende tudo que fiz. As pessoas são mais racionais que eu, concluo.  Todos dizem : se não é para somar em tudo não se  justifica.  Fico  perplexa  ao ouvir todos me chamando de louca diante de tudo que ouvem. E isso é generalizado. Só não acha quem não sabe os fatos verdadeiros ou se ouve pela metade.
A grande questão que se impõe  agora é , e Eu.
No contexto geral,   racionalmente, se minha  visão não é  absurdamente parcial  , vejo o que perdemos.  Olho o outro,   vejo que  talvez não tenha perdido, pois pouco investiu. Economicamente zero,
emocionalmente talvez perto disso.  Me dizia que tinha perdido muito, pois perdeu o sonho. Mas que sonho que ele mesmo não se empenhou na hora certa para realizar.
Quem engorda o sonho e o realiza é seu dono.
Tudo isso fruto obviamente de um processo doentio que o indivíduo doente não se deu conta.  Ou se deu por momentos ,mas não acreditou.
E a vida seguiu.
Quando fui ontem ao espaço marítimo me dei conta do quanto, ele foi abandonado por quem deveria cuida-lo.
Tanta vergonha hoje se justifica, entendo agora o tamanho da perda dele e da minha também.
Estar lá,  me fez ver que a falta de coragem dele em estar comigo , tem o tamanho da vergonha que sente por ter deixado tudo de lado e por ter sido teimoso,prepotente, e incompetente.
Não é que não goste de mim,  mas não consegue me encarar depois que se deu conta de tudo que fez.
Creio que se  fosse avestruz estaria com a cabeça dentro do buraco até o fim dos tempos.
E eu não posso diante disso fazer nada.  Eu sei que fui a maior penalizada, a mais lesada. E talvez por ser íntegro é que é tão difícil para Ele me encarar.
Prefere ir , a encarar seus próprios fantasmas. 
Tenho certeza que já se encontrou com eles.  Mas como sempre não assume, prefere fugir deles ao enfrenta-los de verdade para se recriar, se livrar.
Não o culpo. Foi criado assim de forma irresponsável diante dos sentimentos dos outros.
Fraco, pela criação e pela doença.
E eu?  assusta não sentir falta,  assusta deixar de idealizar,  assusta se dar conta de talvez ter também feito tudo com base na idealização e não no sujeito real.
Como amar um sujeito assim? Como amar alguém que te repele por vergonha de si mesmo.
Como amar alguém que não quer e não aceita ser admirado, nem pela aparência e  nem pelo que provoca de bom no outro . Alguém que talvez preferisse ser rechaçado por mim a ter a minha compreensão.
Lidar com esse meu comportamento deve ser muito difícil. 
Essa pessoa que consegue em partes esquecer que foi esquecida ,ou lesada . Em partes.  Tenho consciência.
Mas como entrar na cabeça do outro? Começo a achar que esse caso, esse papo já tá qualquer coisa.
Se não cuidou em três anos, não será em uma semana que aprenderá. 
Eu penso e repenso. Ligo ou não?  Talvez eu tenha quase a certeza que para o outro será melhor abrir mão do que lutar e transformar a visão que criou de si para todo mundo.