sexta-feira, 22 de maio de 2026

Se eu queria um pretexto para escrever

Se eu queria um pretexto para escrever do nada eu consegui.  Sempre aquele  pretexto  do tipo que  me derruba,  a dor de corpo do caralho. 
E me lascina a alma em pensar que a culpada dessa merda toda sou  eu mesmo.Como  eu não  desencanei, desapeguei,  não  mandei as favas essa porra toda .  Já faz 9 anos de punhetação  mental vendo  o desgraçado  com gente  nova e casamento a cada 2 anos, já foram  umas três paixões  do cara desgraçado,  com direito a retorno da atual  e a idiota  que se chama eu, ainda sentindo uma porra de angústia , de sensação  ruim, de sei lá  que tipo de sentimento. 
Ele vive sempre a ilusão  de que encontrou  por fim a alma gêmea e  passado um tempo todos vêem  a mesma história.   Mas ele que  se foda ,o problema  sou eu mesmo  que não  aprendo,  não  despacho esse encosto  e fico esperando   não  sei o que.   Uma coisa meio  bolero, La barca, romântica  , nojenta,  absurdamente  irreal.
E com tudo  isso  paralisei  meus afetos, me fechei para o mundo. Infeliz dia que reencontrei  esse sujeito  de meu passado. De sonhos de adolescente.
Por isso tenho raiva,  por isso  me dói a falta de despacho e a espera de nada.   Sim,  porque  nada pode sair daquela imaturidade  emocional,  ele quer mãe.E duvido  que tenha crescido.
No fundo, eu não  sei porque  sinto o que sinto. Não  tem lógica,  não  tem sentido , não  tem qualquer  possibilidade de racionalidade , mas a porra tá  ali me dilacerando e fazendo sofrer.
Fiquei  com muita vergonha  do que falei  a amiga, do que foi planejado  e foi rompido, mas não  posso me violentar ainda mais. Seria por demais cruel comigo mesmo  e não  nasci para ser masoquista. Embora ele deva ter nascido  para ser sádico.
E falei. Se nunca se tocou pelo menos desta vez ficou sabendo.  Mas ele sabe, não  é assim tão  sem noção. 







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