sábado, 22 de julho de 2023

Ilha



Fotografar é uma das coisas  que gosto.  Fotos despretensiosas  que só miro e clico  e que depois revelam  toda a sua beleza. Beleza  que  meus olhos no momento não detiveram de pronto.
Os tons de azul  misturam  céu e mar, como se esse mar da  bela baia que parece uma boca banguela,   no dizer de um certo visitante,  não estivesse poluída.
No fundo da baia outras  cidades  são pelo mar banhadas.   O verde das montanhas, a pequena nuvem branca que passa extasiada com  os tons de azul. E a luz, que luz é essa  de inverno?.
Aos poucos a quentura é substituída pela brisa fresca.  Deitada na praça  em construção imagino esse mesmo lugar   em 1923 ou em 1823,  antes da Moreninha, mas já um lugar aprazível .  Certamente a morena se banhava nas águas hoje proibitivas.
 Eu construo memórias, meu amigo as repassa.  Revê seus caminhos, traz a mente, espero que boas lembranças, que o tempo deixou escondidas. Fotografa também. 
E o dia vai passando, daqui a pouco é hora de partir,  e a Ilha  vai ficando para trás, na junção do céu e do mar,   da vida que segue e da vida que foi.

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