Numa das maiores dores de amor que tive na vida conheci Clarice Lispector e sua literatura.
De repente, um novo mundo se abre na frente dos meus olhos. Na segunda vez, também numa puta dor de amor ,conheci um livro da Hanna Arendt chamado Rahel . Mas o que isso tem a ver? Por que a literatura surge nesse momento? Simplesmente porque essa tal literatura as vezes traz em seu universo os sentimentos dos escritores e dos personagens que inventam e com os quais nos identificamos. O processo é da catarse. E quem somos nós para explicar isso, mas o fato é que entendemos por aí que nosso sofrimento não é exclusividade nossa.
Mas o que me diziam, a Clarice me fala: então, "viver ultrapassa qualquer entendimento! " e por isso não adianta ficar quebrando a cabeça tentando entender o que se passa na cabeça do cara. Simplesmente porque você não conseguirá. Homens e mulheres pensam e sentem diferente e tudo que você valoriza ele anda... Planetas distintos, como pode dois únicos pedaços de carne (p e p-peito e pinto) fazerem tanta diferença na lógica sentimental.
Sempre o que queremos não temos. E quando nos esforçamos para chegar junto o cara desiste.
Tentar junto, é expressão que não faz parte do vocabulário deles. Ou você faz sozinha e leva para o casal ou não vai ter.
Por mais amor que esteja envolvido na história. Ele nunca te entenderá. Se quer um par para isso, é melhor desistir a tempo antes de se frustrar.
Pode ele dar muita coisa, mas entendimento e o que você sonha, não dá.
Não é coisa de mal amada não. É só constatação.
Blog que traz um pouco de reflexão sobre o momento em que vivemos. Um pouco de riso, um pouco de dor, um pouco de expressão. Também tem alguns textos já publicados em outros lugares. Aproveite a leitura, deixe seu comentário e compartilhe.
terça-feira, 17 de outubro de 2017
Metaficção?
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